Médico atendido na emergência se levanta para ajudar outro paciente

Thayssa Maluff

Nessa história que vou contar agora a gente consegue perceber o que é vocação e amor pelo que faz da vida.

O Dr. Miguel Artega deu entrada no pronto socorro do hospital que trabalha, no México com mal-estar, foi atendido, medicado e já estava descansando até ter alta na sala de emergência.

Então a equipe de traumatologia entrou na sala com um paciente com uma lesão bem feia no braço e o Dr. Artega, sendo ortopedista e traumatologista não pensou duas vezes e se levantou para ajudar seus colegas.

A lesão do paciente foi controlada e por conta da ação dele e do resto da equipe, o braço foi salvo.

Quando a gente ouve uma história dessas a gente logo pensa que foi algum episódio daquelas séries médicas, mas essa história foi real.

Ele conta que simplesmente sentiu um chamado especial, algo o fez se levantar e ir ajudar ignorando os riscos. É essa a tal vocação e amor pelo que você faz.

Nesse momento onde temos 100 mil mortes pela covid-19, é que temos que dar valor a essa equipe dos hospitais, que se joga na direção do paciente para tentar salvá-lo a todo custo.

Mas infelizmente os leitos de isolamento e UTI são escaços.

Temos que fazer a nossa parte para que os profisionais da saúde possam fazer a parte deles.

Parabéns a todos os profissionais que se dicam para salvar outra vida.

Hospital contrata ex-paciente

Um homem sem teto, desempregado chegou ao Hospital da Baleia, em Belo Horizonte.

Seus sintomas preocuparam a equipe: dor no peito, tosse e falta de ar, sintomas do novo coronavírus.

O diagnóstico foi feito rapidamente e foi detectado que ele tinha tido um derrame pleural.

Ele foi tratado, e recebeu alta, mas como não tinha para onde ir, a diretoria do hospital deixou ele ficar ali por mais alguns dias até conseguir uma vaga no abrigo.

Nesse tempo ele fez amizade com a equipa do hospital e acabou tendo a simpatia dessas pessoas, que fizeram um movimento organizado bem legal.

Foram até a diretoria e sugeriram a contratação dele para uma vaga de segurança que estava aberta no hospital.

A diretoria concordou e ele começou a trabalhar muito feliz.

Agora ele mora numa república próxima ao hospital e está desempenhando seu trabalho de forma bem legal.

A chefia dele diz que ele está indo muito bem no trabalho e ele diz que está muito contente e feliz pela ajuda que recebeu.

Esse é um exemplo de que todos podemos ajudar nem que seja de forma pequena.

A diretoria não precisava nem deixar que ele ficasse por mais uns dias, afinal já estava curado.

Isso mostra que ainda existe bondade na humanidade, a gente só tem que procurar.

Aposentado realiza sonho e se forma em universidade na Itália

Quando a gente ouve a frase “nunca é tarde para estudar” a gente não tem ideia do que isso quer dizer.

A história de Giuseppe Paterno vai dar pra gente uma ideia real do que isso significa.

O seu Giuseppe enfrentou grandes desafios na vida, lutou na Segunda Guerra Mundial, teve de alimentar a família em momentos de crise, mas mesmo assim, nunca escondeu o sonho de estudar.

Em uma época pobre da Itália, quando nasceu ele só pôde receber o ensino básico, e logo a segunda grande guerra apareceu e ele teve que lutar.

Ele não pôde fazer o ensino médio quem dirá uma faculdade.

Mesmo depois da guerra, com a Itália devastada, a demanda maior era a necessidade de alimentar sua família e ajudar a reconstruir o país.

O tempo passou, se casou, veio os filhos e somente com 31 anos de idade que foi possível para ele conseguiu terminar o ensino médio.

Mais um tempo passou, trabalho por décadas na ferrovia e depois de aposentado resolveu tentar continuar estudando.

Em 2017 ele resolveu se inscrever para ingressar a universidade. Resolveu cursar história. Um curso que na Universidade de Palermo dura 3 anos.

Aí veio o tal do coronavírus e a gente sabe o estrago que ele fez na Itália.

Mas seu Giuseppe não desistiu, mesmo não gostando das aulas por videi chamada ele resolveu ir em frente e na última semana de julho, com 96 anos ele recebeu a cora de louros e seu diploma junto com o resto de sua turma que tem cerca de 70 anos a menos que ele.

Para ele é um grande feito, uma realização de vida. E isso nos faz pensar o quanto que uma dedicação e superação das dificuldades nos fazem querer ir adiante.

Se você pensar que é muito tarde para estudar algo novo, ou para fazer algo diferente da sua vida, é só lembrar da história do senhor Giuseppe Paterno, que recebeu seu diploma de graduado em história aos 96 anos.

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